+Antúlio Madureira - Itaú Cultural, 24 de maio de 2003 Escrevo logo depois de voltar do espetáculo de Antúlio Madureira no Itaú Cultural. Com sua figura que não distoaria de um membro da corte de Maurício de Nassau, ele tocou vários instrumentos de sua própria lavra, o "Trenzinho do Caipira" num instrumento que parece a cruza de um er-hu chinês com um berimbau, tocado com arco de violoncelo. Para não deixar barato, mandou ver a "Ave Maria" de Schubert num serrote tocado com arco de rabeca, ainda comentando que a partitura original deve ter sido concebida pelo autor para esse instrumento. Grande Antúlio! O show terminou com a entrada de um grupo de maracatu (Brasílica), com o público, inclusive este desajeitado que escreve estas mal tecladas linhas, dançando ciranda e maracatu. Antúlio Madureira vem da escola Armorial, de Suassuna e Guerra Peixe, e que produziu muita gente boa, como Antônio Nóbrega. É um luthier e tanto. Dê-lhe duas latas de leite em pó (de qualquer marca, como ele mesmo faz questão de assinalar), um pedaço de arame e outro de pau e pimba, surge um instrumento melódico e bem afinadinho.