+Sistema anti-spam do UOL impede cego de mandar e-mail SPAM enche o saco! todo o dia a gente recebe um monte de mensagens vendendo desde métodos perfeitos para ficar rico até alongamento peniano e picaretagens afins. Um mecanismo para evitar o recebimento de SPAM é a mensagem de confirmação, quem te enviar uma mensgem recebe de volta um pedido de confirmação e só depois desse pedido atendido a mensagem original é finalmente entregue. Essa tática quebra o SPAM porque normalmente os endereços de retorno das malas diretas são falsos. O UOL resolveu aperfeiçoar esse mecanismo, fazendo a confirmação por meio de uma página na Web onde aparece uma senha na forma de uma imagem que tem que ser copiada manualmente para um campo de um formulário. A confirmação de envio só estará completa ao enviar o tal formulário. Parece inteligente, mas não é, por dois motivos. O primeiro é que isso quebra totalmente a acessibilidade do sistema. Um cego não consegue enviar a confirmação ficando excluído da possibilidade de enviar correio eletrônico para usuários do sistema. O segundo é que não vai demorar muito até que os e-patifes passem a usar programas de reconhecimento óptico de caracteres para gerar confirmações automaticamente. O pior é que esse negócio de senha em imagem está virando mania. O sítio da Receita Federal tem uma besteira desse tipo para emitir informações sobre CPFs e CNPJs, com gráficos bem bonitos, diga-se de passagem. Na mesma linha de burrice estão os teclados virtuais dos sítios de serviços bancários, sobre os quais já escrevi neste diário. Os teclados virtuais são inúteis do ponto de vista de segurança porque numa máquina em que o teclado pode ser interceptado, as imagens na tela igualmente não são seguras e os keyloggers que se estão espalhando por aí realmente capturam uma pequena imagem em torno do cursor a cada clique dos botões do rato. O que é irônico no sistema anti-SPAM do UOL é que o próprio UOL é um dos maiores incentivadores do SPAM ao aceitar usuários com cadastros podres. Até parece o impagável vidraceiro vivido por Charles Chaplin em "The Kid", que contratava o garoto do título para quebrar vidraças e assim expandir seu mercado.