+"O Homem que Copiava" não copia a TV Uma coisa que me emputece em muitos filmes nacionais é a lingugem muito parecida com a da televisão, o que até se explica pelo fato de muitos atores, diretóres e técnicos trabalham mesmo é para a TV e fazem cinema nas horas vagas. Uma surpresa agradável foi "O Homem que Copiava" de Jorge Furtado. Talvez por ter sido feito no Rio Grande do Sul, fora dos centros tradicionais de produção televisiva, o filme saiu com cara de ... filme! Não há pressa em resolver as cenas como se os comerciais fossem entrar em três minutos. A perseguição na ponte levadiça, se não tem toda a coreografia de um John Woo é bem emocionante, apesar do desfecho mais ou menos anunciado. A dinâmica lembra "O Fabuloso Destino de Amélie Poulain" e a tensão cresce continuamente; a gente não adivinha que vai terminar bem, mas comédias ainda são assim, condenadas a finais felizes. A única coisa que ainda não entendi é para que serve aquela galinha.