+Salomé, a ópera. Ontem no teatro municipal. Uma ópera bonita, bem encenada (pela cineasta Ana Carolina), em único e longo ato, com um quarteto de frente de dar gosto: Morenike Fadayomi (Salomé), Wolfgang Schimidt (Herodes), Donnie Ray Albert (João Batista) e Céline Imbert (Herodíade). Música de Richard Strauss, o mesmo do "Assim falou Zaratustra". Resumo e moral da história: se você for um profeta e for assediado por uma adolescente patricinha ninfomaníaca, deixe os princípios para trás e ceda! Salomé também é o nome de uma secretária do IPT, no tempo em que era estagiário lá, há quase trinta anos. Uma figura e tanto. Nós a apelidamos "Salomé beque-central" pelo porte atlético e jeito andrógino. Não tinha nada a ver com a homônima da ópera e da peça de Oscar Wilde, era gente finíssima.