+Uma portuguesa da pá virada Estou a ler dois volumes de poemas de Florbela Espanca, edição de bolso da L&PM, pelos quais paguei a bagatela de R$5,50 cada, numa feira de livros na USP. Como a seguir trágica tradição, Florbela morreu jovem, suicida. Para sentir um pouco de sua angústia, aqui vai a última estrofe de um de seus inúmeros sonetos:
Quem nos deu asas para andar de rastros?
Quem nos deu olhos para ver os astros
- Sem nos dar braços para os alcançar?!...