+Rita Ribeiro em Tecnomacumba O nome do show não poderia ser mais tropicalista, juntando pontos dos cultos afro-brasileiros com música eletrônica e guitarras, por vezes bem pauleira. Rita não era só uma cantora no palco do SESC Vila Mariana, mas um sacerdotisa, ou melhor, um multi-avatar de tantos deuses. A banda, um sexteto liderado por Luis Brasil, tinhas duas guitarras (Stratocaster e Gibson, substituida por vezes por um violão tenor, raro instrumento da grande família das guitarras com apenas quatro cordas; será que se pode chamar o cavaquinho de violão soprano?), baixo Fender, bateria, percussão e mesa de efeitos eletrônicos. Banda da pesada. Showzaço. Único senão era o som exageradamente alto (de propósito?), que chagava a ser desconfortável. Uns poucos decibéis a menos teriam feito muito bem. Na saída notava-se que havia chovido no horário do show. Também, com aquela feiticeira invocando Iansã no palco, não seria nada de estranhar.