+Rumo, 30 anos depois Depois da Sabor de Veneno de Arrigo, outra banda histórica da Vanguarda Paulistana se reuniu com a formação quase completa, o Rumo, no mesmo bat-lugar, o SESC Pompéia, no mesmo bat-horário, domingo, 18:00, com a casa lotada. O que me parece mais incrível é reunir esse pessoal todo, cada um com uma carreira própria, nada menos que uma dúzia de músicos! Bandas grandes é uma marca da Vanguarda Paulistana, do Rumo às Orquídeas e Dona Zica, se não tiver pelo menos uns oito no palco, não vale! E o Rumo veio com novas sonoridades, não foi uma simples volta ao passado, uma máquina do tempo que você ajusta para menos 30 anos e reaparece no pátio da FAU ou no anfiteatro da Engenharia Elétrica, no campus da USP nos anos 70. O Rumo veio com um instrumental variado, da viola de Tagliaferri às guitarras (incluindo uma Godin puro sangue) dos Tatits, o sax de Ziskind (nem sei como se escreve), bateria de Oppido, mais um monte de percussão e a voz por vezes amalucada de Ná Ozzetti. Foi simplesmente genial! E, para acabar, já no segundo bis, Tatit atacou com sua hilariante "Essa é para Acabar". E tinha que acabar porque haveria uma sessão extra às 20:30. A saida de uns junto com a entrada dos outros provocou um congestionamento humano como nunca vi no SESC Pompéia. Um monte de gente sem rumo que ia ver e ouvir o Rumo!