+De volta ao meu aconchego Depois de um bom tempo longe do blog por conta de duas semanas de trabalho insano na InterNexo e da cirurgia a que minha mãe foi submetida por causa de um câncer no seio, estou de volta a estas mal tecladas linhas. A loucura do trabalho intenso ainda não terminou, mas está mais tratável. A cirurgia de mamãe foi bem sucedida, tudo indica que ela não precisará de quimioterapia. De qualquer jeito para uma senhora de oitenta e um anos até cortar a unha já é um procedimento cirúrgico arriscado, imagine a amputação de um seio e mais alguma coisa. Enquanto eu vivi dias estressantes o mundo girava, A Lusitana rodava, e as coisas aconteciam. Cá embaixo Lula decidiu cassar o visto de um jornalista gringo que publicou um artigo (uma porcaria de artigo, diga-se de passagem) sobre sua afinidade etílica e as preocuopações que ela traz à nação. Leio agora que a revogação do visto foi revogada... Só um bêbado mesmo para fazer uma besteira dessas! Antes foi o imbroglio dos bingos, uma das pouquíssimas medidas provisórias rejeitadas pelo Senado! Mas a arte de fazer besteira não se limita à Patrópia, o escândalo da tortura a prisioneiros iraquianos faz concluir que os Estados Unidos e aliados já perderam essa guerra e que Bush provavelmente perdeu a eleição. De bom, fui ver o concerto de Nelson Freire, domingo no Municipal. Embora seja uma sala bem aquém do ideal para concertos de piano, foi um senhor espetáculo. a Sinfônica Municipal abriu com o Aprendiz de Feiticeiro de Dukas. Não dá para dissociar essa música do camundongo Mickey e as vassouras enfeitiçadas de Fantasia. Depois Nelson Freire mandou ver no concerto de Schumann, o que me ajudou em meu esforço de fazer as pazes com o romantismo. Até há pouco tempo eu pulava de Beethoven direto para o século XX, e do XIX curtia praticamente só a ópera. Aos poucos vou descobrindo os clássicos propriamente ditos (Haydn, Brahms & Cia.) e os românticos. Até que é legal, mas ainda sou mais Mozart, Beethoven e os modernos. Na segunda parte do concerto teve Prokofief, com suas dissonâncias e breques, talvez como contraponto ao impressionismo e romantismo da primeira. Próxima parada no Municipal será a ópera Romeu e Julieta de Gounod. No rincão da música popular fui ver o maluqo (sic) beleza do Carlos Careqa no Itaú Cultural. Maluco é pouco para definir esse ator-cantor-compositor-palhaço, não necessariamente nessa ordem. E, para coroar o absurdo que rolava no palco, o pretexto do show era o lançamento de um CD, que não chegou a tempo! Será que a distribuidora se chama Godot? Agora chega! Amanhã é dia de acordar cedo e viajar para São José dos Campos. Tenho que alcançar a rodovia antes das sete da manhã porque é dia de rodízio de meu carro. Atenção candidatos a prefeito de São Paulo, vendo meu voto a quem acabar com essa coisa.