+Matemática para todos! Sabe que eu sempre quis fazer e nunca tive a combinação de tempo, fôlego, competência e paciência? um curso de matemática um pouco mais avançada para principiantes pela Web! É uma coisa interessante essa de matemática e a maneira como ela é ensinada na escola secundária. Uma vez fizeram uma pesquisa entre pensadores acadêmicos sobre qual teria sido a maior conquista da filosofia no último milênio e, depois de muita elocubração, chegaram à conclusão que foi o cálculo! Veja, só com as noções de infinito, completude, continuidade e limite é que o paradoxo de Zenão foi superado. Esse paradoxo diz que Aquiles, o mais rápido dos atletas, jamais alcançará na corrida a tartaruga, desde que o réptil tenha uma pequena vantagem. Quando o corredor chegar onde a tartaruga estava, esta já avançou um pouco, repetindo-se o argumento indefinidamente, a tartaruga jamais será alcançada. Só com Newton e Leibnitz e, posteriormente, Cantor e Gödel, é que o paradoxo se revelou sofisma. Pois é, o que acontece é que a maior conquista filosófica do milênio é negada aos alunos do colegial, pois a matemática que lá se estuda é pré-newtoniana, para no século XVII! Só aqueles que continuarem os estudos na chamada área de exatas é que terão contato com o cálculo e, o que geralmente ocorre, não entenderão bulhufas na primeira aproximação, perdidos que estarão entre epsilons e deltas. Os que pararem no colegial ou forem para outras áreas do ensino superior nunca verão cálculo. Para eles Aquiles continuará eternamente atrás da tartaruga. Como toda a física desde Newton depende dessa matemática dos limites, o ensino desta também fica completamente prejudicado no colegial. Assim eu defendo que a matemática, e por tabela a física, do colegial tem que ser inteiramente reformulada, deixando de lado todas as bobagens que os alunos são obrigados a engolir, e partir para conquistar as noções (mais complexas do que parecem à primeira vista) de continuidade, completude e limite. Na física acabar com essa baboseira que só existe no colegial de movimento retilíneo uniformemente acelerado, como se a mecânica fosse um ramo da atividade cartorial, arquivando e classificando tipos de movimento. Para quem for para exatas a vida será mais fácil nos primeiros anos. Para os demais haverá a oportunidade de tomar contato com o jeito de pensar matemática a partir do final do século XVII até os dias de hoje e a Aquiles, enfim, será filosoficamente permitido ultrapassar a tartaruga.