+Quem, eu, paranóico? Há tempos desconfio da tecnologia das máquinas de votar, as urnas eletrônicas, que são the pride and joy de nossas autoridades eleitorais. Essas máquinas nunca foram submetidas a uma revisão pública aberta, nem a ataques controlados de caixa preta. Vejam aqui o que aconteceu quando máquinas muito semelhantes às nossas, da marca Diebold, foram postas à prova contra hackers. Em uma demonstração no condado de Volusia, Florida, o especialista finlandês Harri Hursti demonstrou como a máquina pode ser fraudada em uma eleição simbólica. Para isso ele não precisou de senhas, nem de muito conhecimento da máquina, apenas teve acesso físico à ela. Uma votação simbólica cujo resultado deveria ser 2x6 resultou em 7x1, sem que a fraude fosse percebida pelo sistema de tabulação, que seria à prova de falhas segundo o fabricante. Na prática, basta que uma pessoa que tenha acesso à máquina antes da eleição seja corrompida o resultado da urna eletrônica da Diebold pode ser manipulado de modo não auditável. Se bem me lembro, naquele plebiscito idiota sobre armas, a máquina que estava na minha seção era ... Diebold!