+Aprendendo Braille Estou trabalhando em um projetinho em que tenho aprendido coisas interessantes a respeito do código Braille, com o qual cegos podem ler palavras em letras esculpidas. Estou desenvolvendo um sistema para que alunos da USP possam usar uma impressora, ou mais propriamente uma máquina de gravar ou embosser remotamente. Esse projeto é uma atividade da Rede SACI e do programa USP Legal. Por enquanto o projeto é informal, mas logo que tivermos uma proposta mais consistente vamos atrás de dinheiro. A idéia é usar uma velha gravadora VersaPoint BP1D ligada a um servidor de impressão CUPS (Common Unix Printing System) de modo que ela possa ser usada por diferentes usuários em diferentes ambientes, através da Internet (ou mais propriamente, da rede do campus, que faz parte da Internet). O sistema deverá ser capaz de imprimir texto, imagens tácteis (importante para estudantes de matemática, para ter noções de gráficos, por exemplo) e partituras musicais. Comandar uma gravadora de Braille é mais complicado do que possa parecer, pois o código tem estados, isto é, o mesmo conjunto de pontinhos salientes tem significados diferentes de acordo com o estado. A mudança de estados é indicada por caracteres especiais. Por exemplo, para iniciar um número é usado o caracter # e letras a,b,c,... em lugar dos algarismos 1,2,3,..., de modo que #dc significa 43. O zero é representado pela letra j, o que torna a coisa um pouco mais irregular. Os programas que estou escrevendo cuidam dessas transformações de estado, preparando o texto para ser entregue corretamente à impressora. Oportunamente criarei uma página especialmente dedicada a este projeto que estará aberto à colaboração da comunidade. O produto será devolvido à comunidade na forma de licença de uso GPL. No momento a única peça que funciona do sistema é um programa que escrevi para transformar imagens em pictogramas em relevo que está aqui. Esse programa será usado em duas aplicações: produzir folhas de rosto das tarefas de gravação que possam ser lidas pelo operador que não necessariamente é versado em Braille e na produção de gráficos tácteis. =Agradecimento Este trabalho não seria possível sem a colaboração do Sr. Minoru Nagahashi da Fundação Dorina Nowill que nos cedeu o manual da máquina. A primeira coisa que perguntei quando me mostraram a geringonça foi "cadê o manual?" "Sumiu, ninguém sabe, ninguém viu..."