+Águas de Março As águas cantadas por Jobim vieram e vieram com tudo. Sexta feira passada um tremendo toró desabou sobre São Paulo causando inundações e transformando a cidade num caos mais caótico do que de costume. Porque caos os paulistanos tiram de letra, mas caos ainda mais caótico, aí é complicado. Horas para sair da Cidade Universitária. Ao sair da Vital Brasil vi que o acesso à Eusébio Matoso e Rebouças estava congestionado mas, milagrosamente, o de Pinheiros, não. Em instantes estava na Paulista, pelo improvável caminho, improvável em condições normais, da Rua Teodoro Sampaio. Meu filho que decidiu esperar que o trânsito melhorasse esperando no Shopping da Rodovia Raposo Tavares, ao voltar para casa espatifou o carro, nosso bom e velho "Mosquito Atômico", um Renault Clio 2001, em um engavetamento na mesma Eusébio Matoso que eu havia evitado algumas horas antes. Os danos no carro foram grandes, frente toda amassada, radiador perdido e cabo da embreagem preso. Os danos no Fernando ficaram, felizmente, só no plano psicológico. Espatifar um carro com você dentro, ainda mais dirigindo, nunca é uma experiência agradável. =Outras Águas de Março Na quinta fomos ver o show de Ceumar e da canadense Ariane Moffatt no SESC Santana. Levei Fernando, ele passou um mês em Montréal e poderia se interessar pelo som de Ariane. Foi um showzaço, terminado com as duas cantoras, a mineira e a quebecquoise cantando juntas justamente as "Águas de Março" de Tom Jobim. Teria sido uma profecia? Fotos do show aqui.