+E o Papa chegou -O inferno, caro Michelangelo, está cheio de papas!
-- Giuliano della Rovere, papa Júlio II E chegou o Papa, fazendo seu proselitismo anacrônico e absurdo, contra o aborto, os anticoncepcionais e a camisinha. Falar contra o uso de camisinha em tempos de pandemia de AIDS e de hepatites virais deveria ser taxado como um crime contra a saúde pública. O problema é que o pensamento cristão não é contra o sexo, ele é contra o prazer! Leia O Nome da Rosa de Umberto Eco para entender do que estou falando. Nesse romance a obra Da Comédia de Aristóteles é tratada como um terrível segredo, pelo qual valia a pena matar, porque nela o divino filósofo em quem se baseou Tomás de Aquino, elogiava o riso, o prazer de uma boa piada. Umberto Eco não é nenhum paranóico, mas profundo conhecedor do fim da Idade Média e das questões filosóficas e teológicas de então. E Ratzinger é um defensor dessa ideologia de condenação ao prazer, seja ele sexual ou intelectual. Ele foi o Inquisidor, posto ocupado em outros tempos por Torquemada e Bernardo Guy, só que hoje, felizmente, os estados laicos pós revolução francesa, não mais emprestam seus calabouços e carrascos para a Igreja. Que o governo brasileiro não ceda às pressões do Vaticano pela volta do ensino de religião na escola (no meu tempo de moleque eram os Sturmtruppen da TFP que davam aulas de religião), pela limitação ao já quase impossível aborto legal, e, coerentemente contra qualquer tentativa de reconhecer como casamento a união homossexual. Isso fora o incômodo de interdição de ruas e avenidas, os congestionamentos resultantes. Ei, vocês aí, nunca ouviram falar em helicópteros? Deveríamos sair em manifestações públicas em defesa do estado laico, sem interferências de qualquer religião na vida civil e no governo, como recentemente fizeram os turcos em Intambul e Ancara. Turquia 1 x Brasil 0.