+O avesso do avesso -Triste Bahia! Ó quão dessemelhante
Estás e estou do nosso antigo estado!
Pobre te vejo a ti, tu a mi empenhado,
Rica te vi eu já, tu a mi abundante.
-- Gregório de Mattos Na virada do mês passado para este ocorreu a reunião do GTER/GTS (Grupos de Trabalho em Engenharia e Operações de Redes e de Segurança) em Salvador, Bahia, mais precisamente em um hotel de negócios no bairro de Pituba. Tirando o nome de sabor exótico, Pituba se parece com qualquer centro de negócios de qualquer parte do planeta, com edifícios de aço e vidro e shopping centers com as mesmíssimas lojas que se acham por aqui. Nada que lembrasse que estavamos na Bahia, exceto pela (deliciosa) tapioca do café da manhã do hotel. Cadê a Bahia, então? No dia seguinte às duas reuniões meu vôo de volta a São Paulo seria só a noite - e ainda por cima atrasou o desgraçado - o que deu tempo de procurar pela Bahia mítica. Fui ao Farol da Barra e depois à Cidade Alta, mas onde esperava encontrar alguma autenticidade só vi um verdadeiro parque temático, uma imitação de uma imitação de uma Bahia que talvez só tenha existido na imaginação de escritores e mais ainda de leitores. Entre os vidros laminados de Pituba e a capoeira para inglês ver do Pelourinho, onde é que foi parar Salvador?