+Pasta, bixaral! Nesta época de início das aulas sempre aparecem notícias de trote violento nas faculdades. Quando era estudante na Poli nunca fui chegado nesse negócio de sacanear os bixos (sim, é com x mesmo!), mas confesso que uma vez dei um trote, mas um trote intelectual, sem violência física, mas nem porisso inocente. Estava no segundo semestre, no segundo ano de engenharia Naval. Junto com o pessoal da Mecânica, tinha aula de Matemática Aplicada I, MAP-311, que era ministrada aos alunos das áreas mecânica e elétrica em semestres alternados. Era uma matéria interessante, pois nela estudávamos a matemática que usaríamos na física das vibrações e em vários tópicos de controle automático (embora ainda não soubessemos disso). Na aula o professor tinha mostrado que certas integrais não podem ser resolvidas algebricamente, que são funções ditas transcendentais. Uma delas é a função sin x/x que aparece a torto e a direito nos problemas de engenharia mecânica e elétrica (bem, suponho que é porisso que estavamos lá, afinal). No intervalo para o café, um colega e eu vimos na sala ao lado uns bixos estudando como uns loucos para a prova que teriam de Cálculo II e o assunto era técnicas de integração. Não tivemos dúvida e passamos a dica-trote: Bixo, dica para a prova. Cai todo ano, não falha:
sin x
x
dx
Quando voltamos do café, os bixos estavam queimando as pestanas com nosso lobo em pele de carneiro. Quando a aula de MAP-311 acabou, eles ainda estavam lá toureando nossa "inocente" continha. Meu colega comentou Agora sei porque MAP-311 se chama Matemática Aplicada. Serve para aplicar trotes! Se você que está lendo este blog por acaso, nos idos de 1973, em uma sala da Poli passou horas tentando resolver um problema que não tem solução que um veterano passou como se fosse dica quente para a prova, só tenho a lhe dizer uma coisa: Pasta, bixo!