+L'Armata Brancaleone de l'Internet .br participantes do GTER27/GTS13 realizado em São Paulo, junho de 2009 Nos dias 19 e 20 rolou em São Paulo a reunião dos grupos de trabalho de engenharia e operação de redes (GTER) e de segurança de redes (GTS), ambos ligados ao Comitê Gestor da Internet no Brasil. Participo do comitê de programa do GTER e na reunião deste semestre apresentei um trabalho sobre uso de dois provedores de varejo para aumentar a disponibilidade da Rede em empresas, digamos assim, pão duras. Por vezes eu sinto que somos um exército de Brancaleone, um bando de utópicos pregando no deserto. Por anos a fio o Comitê Gestor vem tentando convencer os grandes players da Internet no Brasil a adotarem o quanto antes o protocolo IPv6, com endereços de 128 bits, contra os já escassos 32 bits do atual IPv4. Até hoje pouquíssimas entre as grandes operadoras oferecem acesso à Internet v6, sempre com a conversa mole de que vão oferecer no futuro, está em fase experimental, blá, blá, blá, blá. O Comitê Gestor sempre procurou governar a Internet no Brasil por meio da formação de consensos, mas as coisas podem chegar a um ponto em que é preciso apelar para a força bruta como fez a ANATEL com relação ao serviço de ADSL da Telefônica. Outra coisa que me irrita profundamente é uma certa dose de hipocrisia de alguns operadores. O mesmo cara que se queixa de ataques distribuídos de negação de serviço que conseguem nocautear servidores de sítios importantes, não implementa filtragem de ingresso e egresso nas fronteiras de sua rede, que é a principal arma para evitar justamente ataques de negação de serviço. O mesmo cara que reclama que recebe toneladas de spam deixa escancarada a porta tcp/25, por onde fluem as mensagens de e-mail. Mas, quando olho a coisa em outra perspectiva vejo que os operadores da Rede no Brasil não são mais que um microcosmo do próprio país, onde vemos carros com adesivos de santa e terço fazendo as maiores barbaridades na rua, onde os senadores que deveriam ser os guardiães da república sugam-lhe o sangue, onde, enfim, o que vale é levar vantagem e que se foda o resto.