+Por uma unidade coerente de energia dos alimentos Há um bocado de confusão nos rótulos dos alimentos no que diz respeito à quantidade de energia neles contida. Alguns a expressam em calorias, outros em kilo calorias, que a prática resolveu chamar também de Calorias, e, finalmente muitos usam a unidade de energia do Sistema Internacional, o Joule que a maioria das donas de casa nem conseguem pronunciar, quanto mais saber do que se trata. Este artigo vem para dar um fim a essa confusão, propondo rotular os alimentos com uma única, coerente e bem conhecida unidade de energia, usada corriqueiramente nos mundos da física e da química e mais recentemente mesmo da engenharia, o elétron-Volt, cuja abreviatura é eV. Outro mas não menos importante argumento a favor da extinção da caloria são os sorvetes. Como um sorvete que é frio à bessa pode ter calorias? Já, um sorvete ter um montão de elétron-Volts é perfeitamente razoável. Um eV é a energia cinética ganha por um elétron ao ser acelerado por uma diferença de potencial de 1Volt. Tanto a corrente de um simples elétron quando o baixo potencial necessário para produzir tal quantidade de energia não produzem riscos à saúde, de modo que é uma unidade de energia bem conveniente e inofensiva, podendo ser manipulada em qualquer cozinha moderna. Assim, de hoje em diante todos os rótulos de alimentos deverão ter seu conteúdo energético expresso na unidade preferida dos físicos e químicos. Para converter das tradicionais (Kilo)Calorias, basta lembrar que 1Kcal = 261.63×1018eV = 261.63EeV (Exa elétron Volt), ou, se preferir, 0.26163ZeV (Zeta elétron Volt), que logo será conhecido no meio nutricionista como zevinhos. Exemplo de uso: um bife de 200g tem tipicamente 1000 Calorias, o que corresponde a apenas 275 zevinhos! É evidente que mil calorias engordam muito mais que 275 zevinhos! Uma boa refeição tem em torno de 500 zevinhos. Fácil, não?